Por Eleni Kronka
Jornalista, pesquisadora e editora de conteúdo.
O ano começou com estimativas positivas para o segmento de vestuário infantil e bebê, com crescimento no volume de peças produzidas.
Roupas, meias, acessórios… O mercado da moda infantil e bebê é um universo único e em expansão, aqui e lá fora. As marcas internacionais trabalham com habilidade a informação de moda, o produto e a comunicação por meio do marketing, do ponto de venda e das redes sociais. Tudo para compor a identidade que fará toda a diferença junto ao consumidor.
O Brasil segue a mesma trilha, salpicando com tropicalismo o conceito da roupa e a forma de apresentação no meio digital e na loja física. O mundo da moda é, mais do que nunca, phygital, neologismo que chega pra mostrar que a compra vai se dar por diferentes canais.
Este dinamismo tem garantido à moda infantil e bebê uma trajetória que vai conferindo estabilidade, mesmo em momentos críticos. A criança em crescimento, é fato, demanda reposição constante de peças no guarda-roupa.
Em direção ao crescimento
Agora é o momento para lançarmos o olhar sobre o setor. Isto porque a FIT 0/16 e Pueri Expo, duas feiras expoentes nos dois segmentos, acabam de realizar mais uma edição do evento para lançamento de coleções. Realizado no Expo Center Norte, em São Paulo, o encontro marcou as três décadas da FIT.
Conheça os estudos IEMI para o mercado de vestuário.
Além disso, o evento conjunto trouxe do Sebrae a notícia de que o mercado de produtos do segmento infantil movimenta mais de R$ 50 bilhões ao ano no Brasil. Segundo o órgão, o cenário é promissor, com tendência de crescimento.
Para tanto, as empresas de confecção trabalham intensamente na produção, visando recuperar o fôlego após os quase três anos de pandemia.
De fato, em 2022 a produção no segmento de vestuário infantil e bebê foi de quase 1,2 bilhão de peças. Em números, isto representa uma queda de 7,8% no volume de unidades fabricadas pelas empresas do setor em relação a 2021.
Vale ressaltar que o volume da produção da indústria de vestuário brasileira em geral, em 2022, foi e 5,1 bilhões de peças. Isto representa queda de 5,8% em relação ao ano anterior.
Mas as projeções preliminares são muito positivas para 2023 tanto para o segmento de vestuário em geral quanto para o infantil e bebê. É o que aponta o Estudo do Mercado Potencial de Vestuário, Meias e Acessórios 2023.
Por um lado, a estimativa do IEMI é de crescimento de 6,8% para a produção de vestuário em geral, em volume de peças, em 2023. Isto significa que a indústria brasileira de confecção fabricará cerca de 5,5 bilhões peças no geral.
Quanto ao segmento infantil e bebê, que responde por 23% da produção total de vestuário, o volume fabricado poderá ultrapassar a marca de 1,2 bilhão de peças.
Para mais detalhes sobre o mercado de vestuário infantil e bebê, acesse o Estudo do Mercado Potencial de Vestuário, Meias e Acessórios 2023 e o site do IEMI (iemi.com.br/vestuário).
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