Por Eleni Kronka
Jornalista, pesquisadora e editora de conteúdo.
Plano estratégico abrangente e robusto pode ser, segundo o IEMI, a resposta de empresas de moda que ambicionam crescimento diante da perspectiva modesta de mercado para 2026.
A Feira do Jeans de Toritama, realizada em meados de abril, foi palco para a divulgação dos mais recentes dados do setor de moda pelo IEMI – Inteligência de Mercado.
O consultor e diretor da instituição, Marcelo Prado, abordou o tema Oportunidades e Estratégias para Crescer em um Ambiente Desafiador. Na ocasião, trouxe dados macroeconômicos relevantes para caracterizar o cenário projetado para 2026, que dá sinais de avanço modesto. Segundo estimativas do executivo, a indústria têxtil e de confecção deverá registrar crescimento de 0,4% em volume de peçase 4,1% em valores nominais. No varejo de moda, a expansão prevista é de 1,0% em volume e 4,3% em valores sobre o ano anterior.
Consumo das famílias e participação do vestuário no orçamento
Para contextualizar o desempenho do jeanswear, Prado recorreu a dados macroeconômicos. Entre 2008 e 2025, o gasto total das famílias brasileiras saltou de R$ 1,86 trilhão para R$ 7,49 trilhões – expansão expressiva em termos nominais. Ainda assim, o executivo ponderou que o cenário impõe limites. “Apesar do crescimento notável, a inflação e os juros altos continuam a restringir o poder de compra na aquisição de bens de consumo”, alertou.
Dentro desse universo de despesas, alimentos consumidos em domicílio lideram, com 10% do total. A compra de veículos novos aparece em seguida, com 4,9%. O vestuário ocupa a terceira posição, com 3,9% de participação. O dado ganha ainda mais relevância quando comparado ao passado. “O ano de 2008 foi o momento em que o vestuário alcançou a melhor performance, registrando 7,1% do total em bens de consumo”, lembrou Prado, ao destacar que, naquele período, o setor figurava na segunda colocação do ranking.
Crescer acima da média: estratégia e diferenciação
Se o contexto é desafiador, as oportunidades continuam presentes, desde que trabalhadas de forma estratégica. Ao longo da apresentação, Prado enfatizou que empresas não devem se limitar à média do mercado. “É o caminho da diferenciação e da comunicação dos valores e propósitos ao público-alvo por meio da comunicação”, afirmou, ao explicar que inovação e posicionamento claro são fatores determinantes para criar desejo e agregar valor.
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Na prática, crescer acima do mercado envolve ocupar novos territórios, fortalecer e diversificar canais de venda, aprimorar a política de preços e planejar a demanda com maior precisão. “Isso é assumir atitude proativa em um momento de mercado de baixo crescimento”, reforçou o diretor do IEMI, ao defender uma postura estratégica diante da desaceleração.
Potencial de consumo e perfil do comprador
Apesar das projeções moderadas, o especialista destacou que o Brasil possui hoje um potencial de consumo superior ao de 25 anos atrás. Para ele, transformar esse potencial em resultado depende diretamente da capacidade das marcas de estruturarem estratégias consistentes e orientadas por dados.
Para o executivo, a inteligência de mercado passa a ocupar papel central na construção de resultados acima da média do setor. Para saber mais sobre o portifólio de programas de soluções disponibilizados pelo IEMI, acesse o site iemi.com.br ou fale com um consultor.
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