Estudo do IEMI mostra avanço do e-commerce e da moda masculina

Estudo do IEMI mostra avanço do e-commerce e da moda masculina

Por Eleni Kronka

Jornalista, pesquisadora e editora de conteúdo.

Estudo do IEMI traz dados estratégicos sobre o varejo e, entre outros aspectos, aponta os caminhos tomados pelo segmento masculino.

O Estudo dos Canais do Varejo de Vestuário 2026, elaborado pelo IEMI – Inteligência de Mercado, apresenta uma ampla análise do setor, integrando linhas de produtos, canais de venda, perfil das empresas e principais players, etc. O levantamento dimensiona a evolução e o tamanho do varejo de vestuário no Brasil, oferecendo uma visão estratégica para empresários e profissionais da cadeia têxtil e de confecção.

Moda masculina ganha protagonismo

No detalhamento por segmentos, o estudo mostra que a moda masculina adulta recebe atenção especial no estudo. Em 2025, o segmento representou 33,6% do total de peças vendidas no varejo de vestuário e 34,8% em valores nominais (R$).

O consultor e diretor do IEMI, Marcelo Prado, destaca que o desempenho recente confirma essa relevância. Em 2025, a moda masculina adulta avançou 3,6% em volume de peças vendidas em relação a 2024, acompanhando o crescimento do varejo de vestuário como um todo. Em valores nominais, o segmento cresceu 6,8%, ligeiramente acima da média geral do vestuário, que registrou alta de 6,6% no mesmo período.

Novas propostas impulsionam o segmento

A evolução do mercado masculino é observada de perto por especialistas. A consultora Daniela Puglia, por exemplo, ressalta que há um movimento consistente de marcas brasileiras que acompanham as mudanças no comportamento do consumidor masculino, especialmente aquelas que apresentam propostas mais autorais e exploram novos nichos.

De acordo com a consultora, a moda masculina tradicional mantém seu espaço, mas a expansão mais acelerada ocorre entre marcas com propostas inovadoras e sustentáveis, que priorizam qualidade e atualidade. Mesmo quando a proposta tende ao comercial, ressalta Daniela, “é fundamental incorporar elementos contemporâneos que dialoguem com o consumidor”.

Experiência como diferencial competitivo

O estudo e os especialistas convergem em um ponto central: “Vivemos um momento altamente digital, mas a experiência de compra continua determinante, no ambiente físico e no on-line”. A especialista comenta que essa experiência pode se traduzir em consultorias, dicas de estilo e orientações de combinação de peças, agregando valor ao processo de decisão.

Daniela Puglia destaca que o consumidor masculino tende a ser prático e fiel às marcas que atendem suas expectativas. “Não é incomum que um cliente adquira várias unidades de um mesmo modelo que lhe vista bem”, observa, reforçando a importância de modelagem consistente e confiança na marca.

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Soluções práticas estimulam as vendas

Daniela Puglia ressalta: “Entre as práticas que ganham espaço está a oferta de conjuntos coordenados – uma “malinha” com peças previamente combinadas –, tanto na loja física quanto no digital”. A estratégia, segundo ela, facilita a escolha, reduz inseguranças e estimula a compra, especialmente para homens com pouco tempo ou menor familiaridade com moda.

Canais de venda e transformação do consumo

O levantamento do IEMI mostra que, entre 2021 e 2025, o comércio eletrônico consolidou sua posição como um dos principais vetores de crescimento do setor. O consultor Marcelo Prado afirma que as vendas on-line registraram crescimento de 54% em volume de peças no período. “A internet despontou como canal de vendas”, frisa, reforçando a relevância da digitalização para o varejo de moda.

No varejo físico, a localização permanece como um fator decisivo para o desempenho das lojas. Segundo o estudo, as unidades especializadas em vestuário situadas em ruas responderam por 66% das vendas de artigos de vestuário no último ano, evidenciando a força do comércio de proximidade e a importância da estratégia de ponto comercial.

Importações e cadeia de suprimentos

A pesquisa mostra que a China segue como principal fornecedor estrangeiro do Brasil, respondendo por 51% do total importado em valores (US$) em 2025. O dado evidencia a relevância do comércio internacional para o abastecimento do mercado interno e para a composição do mix de produtos disponíveis ao consumidor brasileiro.

Informações assertivas

O Estudo dos Canais do Varejo de Vestuário 2026 oferece informações estratégicas para a tomada de decisão no varejo de moda. Acesse os dados por meio do site do iemi.com.br ou fale com um consultor IEMI.

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