Por Eleni Kronka
Jornalista, pesquisadora e editora de conteúdo.
O ritmo dos negócios, nos últimos cinco anos, dentro do mercado de vestuário – considerando indústria e varejo – é tema de palestra de Marcelo Prado – diretor do IEMI – Inteligência de Mercado, que integra a programação da segunda edição do Febratex Summit, em Blumenau.
Os caminhos da inovação, que dão novos rumos aos negócios e ao desenvolvimento de produtos de vestuário, passam pelo Febratex Summit. O evento, que ocorre nos dias 23 e 24 de agosto, em Blumenau (SC), reunirá nomes expoentes da indústria, da pesquisa e do varejo, sob a organização do Febratex Group.
Na oportunidade, Marcelo Villin Prado, economista e sócio-diretor do IEMI – Inteligência de Mercado, ministra palestra sob título Mercado de Moda Pós-Pandemia – Dimensões, Desafios e Oportunidades.
Com expertise de análise, desenvolvida pelo IEMI ao longo de mais de três décadas, Marcelo Prado traz ao público da Febratex dados relevantes sobre o panorama atual. O especialista contextualizará os resultados na perspectiva dos últimos três anos, marcados pela crise sanitária mundial da Covid-19.
O economista abordará os efeitos da pandemia sobre a produção e consumo de vestuário, Prado levanta como principais aspectos: a interrupção temporária da produção nas indústrias do setor (que se voltaram à fabricação de máscaras), a desorganização das cadeias produtivas e dos estoques, bem como a disparada de preços e alta da inflação. Outros fatores de impacto foram: o fechamento de lojas, o isolamento social e a adoção do trabalho por sistema de home-office, além da suspensão de eventos e viagens.
Será discutida a consequência imediata, que foi a queda da demanda em relação à oferta, no caso dos artigos de vestuário. Tudo associado à necessidade de ajuste dos preços, com redução das margens de lucro.
Segundo Marcelo Prado, o consumo de moda, em 2023, ainda se mantém abaixo dos níveis registrados no período anterior à pandemia, como mostra a pesquisa do IEMI.
Pandemia: impacto sobre preços
O Estudo Mercado Potencial de Vestuário, Meias e Acessórios 2023, lançado pelo IEMI, aponta que, em 2019, os preços registrados na indústria e no varejo estavam alinhados. Esta tendência manteve-se até o final de 2020.
Conheça os estudos IEMI para o mercado de vestuário.
Já em 2021, a alta de preços passa a ser sintoma tanto da escassez de matérias-primas, como de uma demanda superior à oferta. No ano seguinte, a produção de vestuário, meias e acessórios no Brasil alcançou a marca de 5,1 bilhões de peças, o que significa um recuo de 5,8% em comparação a 2021.
Por sua vez, o consumo aparente (número de peças produzidas somadas aos importados, descontando as exportações) aumentou em 2022, chegando a 6,3 bilhões de peças, com aumento de 0,5% em relação ao ano anterior. Deste total, 18,5% correspondem às importações.
O levantamento do IEMI mostra que o primeiro semestre de 2023 ainda repercute os efeitos da pandemia. Ao mesmo tempo, há busca pelo equilíbrio entre oferta e demanda, com a regularização dos estoques e da produção, prevista apenas para o início de 2024.
Reflexos no varejo
Se a indústria do vestuário passou por momentos de retração neste período, tendo a pandemia como principal fator de impacto, com o varejo não foi diferente.
Enquanto em 2022, o varejo de vestuário, de modo geral, comercializou mais de 6,2 milhões de peças durante todo o ano, a estimativa para 2023 é que o volume comercializado ultrapasse 6,3 milhões de peças, o que significa aumento de 1,3%.
Em termos de faturamento, os números também são positivos. Em 2022, o varejo de vestuário comercializou cerca de R$ 265 bilhões, devendo atingir a marca de R$ 270.6 bilhões até o final de 2023, o que equivale a uma alta de 1,8%.
Acompanhe a palestra completa no Febratex Summit e saiba mais sobre pesquisas e inteligência de mercado pelo site iemi.com.br/vestuário e acesse o Estudo Mercado Potencial de Vestuário, Meias e Acessórios 2023 para ter elemento essenciais para a tomada de decisões nos negócios.
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