Por Eleni Kronka
Jornalista, pesquisadora e editora de conteúdo.
O poder de compra do consumidor e o desempenho dos canais do varejo de vestuário, seja pela loja física, seja pelo e-commerce, são vetores estratégicos no plano de negócios das empresas e integrarão a palestra de Marcelo Prado, do IEMI, durante o Febratex Summit.
O desempenho do varejo de vestuário certamente impacta, e de forma direta, no escoamento e distribuição da produção no mercado. Desta forma, torna-se essencial o estudo detalhado sobre os canais mais importantes, com dados como os que o IEMI – Inteligência de Mercado apresenta no Estudo Mercado Potencial de Vestuário, Meias e Acessórios.
A pesquisa traz informações que farão parte da palestra do economista Marcelo Villin Prado, sócio-diretor do IEMI, durante o Febratex Summit. A apresentação, que ocorrerá no dia 24 de agosto, às 18h15, em Blumenau (SC), entre outros aspectos, abordará a evolução das vendas em geral e o crescimento do e-commerce no Brasil.
Poder de compra do consumidor
O levantamento do IEMI mostra que o consumo de vestuário em geral, no Brasil, concentra-se nas faixas dos públicos B e C. A observação tem em vista o perfil socioeconômico e demográfico do país.
Com população de 214 milhões de habitantes, segundo dados do IBGE, e um aumento de 0,7% em relação ao Censo 2010, o Brasil apresenta um consumo médio per capta de vestuário em torno de R$ 1.210 ao ano. Neste sentido, o crescimento foi de 12,4%.
Marcelo Prado, por sua vez, destaca que o público A/B representa 24,7% da população, o que corresponde a 51,1% do consumo de vestuário em geral no país. Já o público C/D/E corresponde a 75,3% da população, com uma fatia de 48,9% do consumo de vestuário no mercado nacional.
Distribuição e vendas
O executivo do IEMI observa que o varejo de vestuário alcançou o auge em 2017, com 149 mil pontos de venda especializados neste segmento.
Porém, em 2018 inicia-se o movimento de queda. A tal ponto que, em 2022 eram 133 mil pontos de venda, resultado do fechamento de 15 mil lojas
Conheça os estudos IEMI para o mercado de vestuário.
especializadas desde então. Por este motivo, a pesquisa detectou recuo de 10,6% no período de 2017 a 2022, com média anual de queda da ordem de 2,2%.
Embora as vendas em volume de peças tenham recuado, o faturamento avançou. Entre 2017 e 2022, o varejo de vestuário apresentou queda de 1,1% em unidades comercializadas, mas as vendas tiveram aumento de 19% em valores nominais.
Em relação a 2021, as vendas do varejo de vestuário aumentaram 2,7% em número de peças e, da mesma forma, cresceram 15,8% em faturamento.
Loja física e o e-commerce
Marcelo Prado chama a atenção para o notável crescimento das vendas on-line a partir de 2020, início da pandemia. Em 2022, as lojas físicas foram responsáveis por 92% das vendas de vestuário, com faturamento total de R$ 244,7 bilhões.
Porém, o e-commerce, que até o início da crise sanitária mundial representava 3% das vendas de artigos de vestuário, em 2022 atingiu o patamar de 8%, com um total de R$ 21 bilhões de faturamento.
Acompanhe a palestra completa no Febratex Summit para mais informações sobre pesquisas e inteligência de mercado. Acesse também o site iemi.com.br/vestuário e o Estudo Mercado Potencial de Vestuário 2023 para ter elemento essenciais para a tomada de decisões nos negócios.
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