Por Eleni Kronka
Jornalista, pesquisadora e editora de conteúdo.
A expectativa é moderada para o Dia das Mães. Apesar do cenário econômico desafiador, o varejo de moda prevê crescimento de 4,3% no faturamento em maio. Pesquisa do IEMI projeta aumento discreto em volume e receita em relação ao mesmo período de 2024.
O Dia das Mães é a segunda data mais relevante do varejo de moda, ficando atrás apenas do Natal em termos de faturamento e volume de vendas. Com a proximidade da data, consumidores voltam às lojas, impulsionando o setor mesmo em um ambiente de consumo cauteloso.
Coleções de outono/inverno ampliam oportunidades
A data coincide com a chegada das coleções de outono/inverno, o que favorece a renovação de estoques e amplia o potencial de vendas. A mudança de estação traz também alterações nos produtos ofertados e nas propostas de moda e preço.
No acompanhamento histórico das vendas neste período, o IEMI – Inteligência de Mercado avalia que o setor deve registrar crescimento em vendas e faturamento entre os meses de maio e agosto de 2025, apesar de um cenário macroeconômico ainda marcado por incertezas.
Neste período, o setor deve registrar a venda de 2,2 bilhões de peças — 2,5% acima do total registrado em 2024. Em termos de receita, a expectativa é de crescimento nominal de 4,5%, totalizando R$ 103,7 bilhões.
Tímido avanço em volume e faturamento
Segundo levantamento histórico realizado pelo IEMI, o mês de maio — tradicionalmente aquecido pelas vendas do Dia das Mães — deve registrar crescimento mais modesto no volume de peças comercializadas, com alta estimada de 0,8%, alcançando 539,2 milhões de unidades. Em contrapartida, o faturamento previsto para o período deve apresentar avanço de 4,3%, em valores nominais, somando R$ 26,4 bilhões, em comparação aos R$ 25,2 bilhões registrados em 2024.
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Cenário econômico desafiante
As projeções do IEMI levam em conta um cenário de desaceleração econômica, caracterizado por inflação persistente, política monetária restritiva e encarecimento do crédito, além de pressões externas decorrentes de tensões comerciais, como a adoção de novas tarifas de importação pelos Estados Unidos.
Desta forma, “mesmo em um cenário macroeconômico desafiador, o setor de vestuário apresenta sinais de resiliência e prepara-se com otimismo moderado para as principais datas sazonais do inverno”, afirma Marcelo Prado, economista e sócio-diretor do IEMI – Inteligência de Mercado.
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