Por Eleni Kronka
Jornalista, pesquisadora e editora de conteúdo.
A moda íntima, segmento da maior importância para a indústria têxtil e do vestuário, mantém-se em ritmo de crescimento, com oportunidades para quem atua no setor.
O IEMI – Inteligência de Mercado acaba de lançar o Estudo do Mercado Potencial de Moda Íntima/Dormir e Meias 2025. A publicação traz a análise detalhada da evolução da oferta e da demanda no Brasil nos últimos cinco anos, com dados exclusivos que ajudam empresários a projetar tendências de curto e médio prazos para os negócios. O levantamento considera aspectos como estrutura de mercado, matérias-primas utilizadas, canais de distribuição e desempenho no comércio externo.
Crescimento da produção e das importações
Em 2024, o Brasil produziu 806 milhões de peças de moda íntima, um crescimento de 5% em relação ao ano anterior. Apesar disso, as importações avançaram ainda mais: cresceram 56,3%, saltando de 92,8 milhões de unidades em 2023 para 145,1 milhões em 2024.
A participação das peças importadas no mercado interno subiu de 10,9% para 15,4%. A China respondeu por 73% desse volume, indicando forte presença no consumo nacional.
Exportações avançam, mas em ritmo menor
No mesmo período, as exportações brasileiras cresceram de forma mais modesta. Em 2023, o Brasil exportou 11,1 milhões de peças e passou a exportar 12 milhões em 2024, um avanço de 8,3%. Apesar da alta, as vendas ao exterior representam apenas 1,4% do total produzido, indicando que o foco do setor é majoritariamente o atendimento ao mercado doméstico.
Retrato do consumo aparente
O consumo aparente de moda íntima no Brasil — que considera produção local mais importações, descontadas as exportações — alcançou 939,1 milhões de unidades em 2024, contra 849,2 milhões em 2023. Isso representa um aumento de 10,6% em volume e 9,1% em valor nominal. O crescimento mostra recuperação e dinamismo do setor, ainda que pressionado por concorrência externa.
Perfil do mercado e da distribuição
A cadeia produtiva da moda íntima é formada majoritariamente por microempresas, que representam 68% do setor. Em termos de distribuição, as lojas especializadas respondem por metade das vendas. O estudo do IEMI reforça a importância desse canal, especialmente diante da crescente competitividade com o e-commerce e grandes redes de varejo.
Conheça os estudos IEMI para o mercado confeccionista.
Dados estratégicos para o setor
Elaborado com base em pesquisas de campo nos principais polos produtores e consumidores do país, o relatório anual do IEMI é ferramenta estratégica para empresários do setor. Ele permite identificar a participação de mercado (market share) de diferentes categorias de produtos e apoiar decisões de investimento e reposicionamento de marca em um setor que emprega grande contingente de mão de obra.
Comportamento do consumidor e novos desejos
Além dos números, é bom lembrar que as mudanças no comportamento do consumidor são fator decisivo para o futuro da moda íntima. A Geração Alpha, por exemplo, mais conectada e exigente, busca produtos que expressem identidade e ofereçam conforto.
Tecidos macios, personalização, cores atrativas e funcionalidade são cada vez mais valorizados — mesmo em peças íntimas. Para atender esse público, as empresas precisarão oferecer mais do que apenas produtos: será preciso entregar propósito, estilo e versatilidade.
Quer saber mais sobre dados que os empresários do setor estão usando para redirecionar e consolidar os pilares de seus negócios? Acesse o Estudo do Mercado Potencial de Moda Íntima/Dormir e Meias 2025 ou o site iemi.com.br. Para informações sob medida para o seu negócio, fale com um consultor IEMI.
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