Por Eleni Kronka
Jornalista, pesquisadora e editora de conteúdo.
O desempenho dos diferentes canais do varejo de moda pede atenção aos profissionais do mercado à hora de traçar as estratégias de precificação e distribuição das linhas de produtos.
A dinâmica do varejo de moda ganha nova nuance a partir do crescimento do e-commerce. Além de observar todos os aspectos que compreendem o funcionamento da loja física, o empreendedor está agora atento ao desempenho das vendas on-line.
O mais recente levantamento do IEMI sobre Canais de Varejo de Vestuário confirma o crescimento real e exponencial do comércio por meio de plataformas digitais. Da mesma forma, confirma que o e-commerce tem dado importante retaguarda para as vendas físicas.
Conforme artigo recentemente publicado aqui sobre a metodologia Pricing IEMI, o empresário deverá levar em conta vários fatores à hora de precificar os produtos. Neste sentido, os analistas do IEMI apontam itens relevantes válidos para o cálculo referente ao varejo físico e ao on-line.
A dinâmica impacta diretamente no desempenho das vendas, conforme indica o estudo sobre os Canais de Varejo de Vestuário 2023.
O levantamento mostra que o preço médio geral no varejo de vestuário foi de R$ 41,41 por peça, em 2022. O resultado demonstra um crescimento de 13% em comparação a 2021. Se considerado 2018 como base, tem-se que, no final do quinquênio, houve incremento da ordem de 17% nos preços.
Se considerados os canais de distribuição, foram as redes de pequenas lojas as que praticaram maior preço, que girou em torno de R$ 64,00 por peça. Já as chamadas redes de varejo alimentar (hipermercados e varejistas de grande porte, com imensa gama de produtos) apresentou os menores preços, em torno de R$ 22,00.
Visão geral
Dessa forma, os preços médios verificados nos diferentes canais de varejo de vestuário, segundo o aumento nos valores por peças, ficaram assim distribuído, em 2022 em relação a 2021: o e-commerce, com 47% de aumento; lojas de departamento especializadas, com 13%; redes de pequenas lojas (mono/multimarcas), com 12%; lojas independentes (butiques), com 12%; lojas de departamento não especializadas, com 7% e o varejo alimentar (hipermercados), com 4%, a menor alta nos preços no período.
Conheça os estudos IEMI para o mercado de vestuário.
Distribuição
De acordo também com a pesquisa sobre os Canais de Varejo de Vestuário, ficou assim a distribuição de peças: lojas independentes, com quase 35% do total comercializado; lojas de departamento especializadas, com mais de 26%; redes de pequenas lojas, com quase 15%; lojas de departamento não especializadas, com quase 9%; varejo alimentar, com mais de 8% e o e-commerce, participando com mais de 7% da distribuição das peças.
Saiba mais sobre o desempenho do mercado de moda acessando o Estudo dos Canais de Varejo de Vestuário 2023 e o site iemi.com.br/vestuario
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