Por Eleni Kronka
Jornalista, pesquisadora e editora de conteúdo.
Prática estratégica que pode conduzir a indústria de moda a bons resultados, a sustentabilidade vai ganhando espaço e investimentos no planejamento das confecções e varejistas.
Com expertise conquistada ao longo de 40 anos de atuação primordialmente no setor têxtil e da confecção, o IEMI – Inteligência de Mercado lança pesquisa com abordagem inédita. O instituto, desta vez, relaciona os dados pertinentes à confecção e ao varejo, trazendo a público elementos que podem ser estrategicamente trabalhados.
O levantamento, disponível na Plataforma Abit.IEMI.io, foi oficialmente apresentado na 10ª edição do Congresso Internacional Abit, realizado no final de outubro, na sede da Fiesp, em São Paulo. Marcelo Prado, consultor e diretor do IEMI, chama atenção para a implantação de programas voltados à sustentabilidade.
“Das 280 indústrias pesquisadas, 46% afirmam já trabalhar com programas de sustentabilidade na produção e comercialização das roupas”, salienta. Quanto às que ainda não adotaram estas práticas (54% das fabricantes ouvidas), boa parte (61%) estão com esta preocupação no radar, mesmo que ainda não haja prazo para implantação.
Sustentabilidade como fator estratégico
Fator estratégico para os negócios, a sustentabilidade ganha projeção em todos os elos do setor – da matéria-prima ao produto acabado, exposto na vitrine ou na plataforma digital. Neste sentido, a fala de Prado reforça a importância da implantação destes programas, entre os elos do fabricante e do varejista. “São práticas necessárias, que visam a redução dos impactos ambientais bem como fortalecem a imagem da marca, garantindo a competitividade no mercado”.
Metas das empresas sustentáveis
A pesquisa do IEMI ouviu em detalhes as empresas que já trabalham com programas de sustentabilidade. Segundo Marcelo Prado, os principais aspectos almejados são: redução do consumo de água e energia; redução de resíduos, retalhos e reaproveitamento de resíduos têxteis; garantia das condições de trabalho (seguras e justas) e uso de tones e materiais sustentáveis (energia limpa, tecidos orgânicos e reciclados.
Conheça os estudos IEMI para o mercado têxtil e confeccionista.
Implantação e apoio especializados
Outro dado importante, que mostra o interesse e a proatividade do segmento, é que 129 empresas (isto é, 22% das já contam com programas sustentáveis) contrataram assessoria externa para a implantação. A maior parte dos projetos está em fase de implantação (56%), sendo outro bom percentual (42%) de programas implantados.
Gestão de resíduos e matérias-primas
O levantamento detalhado do IEMI inclui ainda, entre outros aspectos, a utilização de matérias-primas recicladas e certificadas, assim como a importante atenção para a destinação dos resíduos industriais – desde retalhos de tecidos e aviamentos, até papeis, plásticos e lâmpadas, passando por sucatas em geral, produtos químicos e tipos de óleo.
Brasil Têxtil 2025 – Especial 25 anos
Durante o Congresso Internacional Abit 2025 também foi lançado o Relatório Setorial Brasil Têxtil 2025, que chega à sua 25ª edição como a principal referência macroeconômica da indústria têxtil brasileira.
Reconhecido por sua abrangência e profundidade, o relatório apresenta uma análise completa do desempenho do setor no Brasil entre os anos de 2020 e 2024.
O Brasil Têxtil 2025 é uma publicação anual desenvolvida pelo IEMI – Inteligência de Mercado. A iniciativa conta com o apoio institucional da Abit – Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção e do Senai CETIQT – Centro de Tecnologia da Indústria Química e Têxtil.
Saiba mais sobre a conscientização e efetiva evolução das práticas sustentáveis no segmento da confecção acessando os Estudos do IEMI, bem como o site iemi.com.br.
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