Por Eleni Kronka
Jornalista, pesquisadora e editora de conteúdo.
A Black Friday, não é de hoje, tem nos artigos de moda um dos pontos mais fortes de venda. Análises do IEMI mostram que a tendência se mantém, com estimativa de crescimento, ainda que moderada.
A Black Friday de 2025 deve movimentar intensamente o varejo brasileiro, com destaque para o segmento de moda e, de forma bem específica, dos itens de vestuário. Segundo levantamento do IEMI – Inteligência de Mercado, considerando o mês de novembro, o total de vendas neste período de promoções deve atingir cerca de R$ 49 bilhões, em valores nominais (sem levar em conta a inflação), considerando os artigos de vestuário, calçados, além de móveis e colchões. Vale lembrar, são estes alguns dos segmentos em que o IEMI concentra seus estudos. Entre estes setores, o de vestuário é o que mais se destaca nas projeções com R$ 28,4 bilhões em faturamento, o que deve representar alta de 3,3% em relação a novembro do ano passado.
Roupas em alta, mas com menor volume de peças
Apesar do crescimento em valor, o volume de peças deve apresentar uma leve queda de 0,3%, totalizando 573 milhões de unidades. O dado indica que o consumidor brasileiro está comprando menos, mas gastando mais com itens de maior qualidade. No acumulado do ano, o setor de vestuário deve chegar a R$ 316,1 bilhões em vendas e 6,4 bilhões de peças comercializadas, consolidando-se como um dos pilares do varejo nacional.
Evolução da Black Friday no Brasil
Desde que desembarcou no país em 2010, a Black Friday deixou de ser um evento essencialmente on-line para se transformar em fenômeno multicanal. Hoje, o comércio físico e o digital caminham lado a lado, com índices equivalentes de crescimento e diante de consumidores cada vez mais habituados a transitar entre ambos os ambientes de compra.
Conheça os estudos IEMI para o mercado de têxtil e confeccionista.
Consumidor mais seletivo e estratégico
Para o consultor e diretor do IEMI, Marcelo Prado, o cenário reflete uma mudança relevante no comportamento de compra. “O aumento em valor, mesmo com volume estável ou em leve retração, sugere um movimento de requalificação do consumo. As pessoas estão escolhendo melhor o que comprar, e as empresas respondem com maior precisão na oferta de produtos e preços”, explica. A Black Friday, portanto, já não é apenas um momento de liquidação massiva, mas uma vitrine da nova lógica de consumo que privilegia qualidade, propósito e valor percebido.
Para mais informações sobre o comportamento de compra do consumidor de moda e obter dados históricos sobre a Black Friday – dados que poderão impactar em seu plano estratégico para a ocasião –, acesse o site e os estudos segmentados do IEMI. Para um raio X revelador sobre as atitudes do consumidor, acesse os relatórios de comportamento de compra, com dados reveladores sobre itens que pesam na escolha de quem compra.
Fale com um consultor IEMI
Explore outras pesquisas para o setor têxtil e de vestuário IEMI:
Varejo multimarcas tem suas preferidas, afirma pesquisa IEMI
Moda íntima ganha inteligência estratégica em estudo do IEMI
Pesquisa inédita premia as marcas mais valorizadas pelo varejo de moda
Crescer acima da média: estratégia é a chave para o jeanswear
Estudo do IEMI mostra avanço do e-commerce e da moda masculina
Cenário de oportunidades no setor de moda infantil
Varejo de moda: estimativa moderada para o inverno 2026
Pesquisa aponta novas dinâmicas do consumo de vestuário para 2026




















