Por Eleni Kronka
Jornalista, pesquisadora e editora de conteúdo.
O Dia do Consumidor consolida-se como alavanca para o resultado das vendas de março. Momento descoberto só recentemente pelo varejo para insights e promoções, ainda é pouco explorado em todo o seu potencial.
Foi dada a largada às promoções que marcam a celebração do Dia do Consumidor, que ocorreu no último sábado. O período que abarca o dia 15 de Março, aliás, já é considerado a “Black Friday do primeiro semestre”. E não é à toa.
A data estrategicamente traz as promoções para março, mês historicamente marcado por vendas fracas. Por estar próximo do início do ano, o mês sofre inevitavelmente o impacto dos gastos e dos impostos habituais do momento. Por outro lado, próximo ao Carnaval, pode ser visto também como a hora do start das vendas, pois é quando o ano “realmente começa”, pelo menos no Brasil.
O IEMI – Inteligência de Mercado vem acompanhando de perto esta evolução no calendário do varejo. E os dados são relevantes, considerando que já se vão 35 anos desde que, em março de 1990, a data foi instituída no mapa nacional das vendas.
O levantamento recente é baseado em dados comparativos e em estimativas calcadas no atual cenário econômico.
Para março de 2025, o IEMI estima vendas da ordem de R$ 26,7 bilhões entre roupas e calçados. Desta forma, o crescimento previsto deve atingir a marca de 0,7% de crescimento, comparativamente ao mês de março do ano anterior.
Varejo físico domínio nas vendas de vestuário
De acordo com o IEMI, o Brasil conta com 154,8 mil pontos de venda físicos especializados na comercialização de artigos de vestuário. Esses estabelecimentos foram responsáveis por mais de 90% de toda a movimentação registrada em valores.
O IEMI divide os pontos de venda em cinco segmentos: lojas de departamento especializadas, lojas independentes (mono e multimarcas), butiques e lojas de bairro, redes de lojas não especializadas e hipermercados.
Este número expressivo de lojas reflete o papel central do varejo físico no setor, embora o cenário contemple também a crescente presença das vendas online.
Conheça os estudos IEMI para o mercado de móveis e colchões.
Liderança das lojas independentes no mercado
O levantamento do IEMI destaca que as lojas independentes, com marcas próprias (franqueadas ou não), tendem a liderar as vendas de artigos de vestuário, tanto em volume de peças quanto em valores.
Este segmento é marcado pela flexibilidade e proximidade com o consumidor, além da capacidade de oferecer produtos diferenciados.
Logo depois vêm as lojas de departamento especializadas, como Renner, Riachuelo e C&A, seguidas pelas redes de monomarcas e multimarcas. Juntos, esses três segmentos foram responsáveis por mais de 50% da receita do varejo de moda em anos anteriores.
E-commerce como motor de crescimento
Num cenário de franca transformação, o estudo do IEMI destaca a força do e-commerce. As vendas online, que começaram a ganhar força em 2021, seguem sua trajetória de crescimento.
Tal movimento reflete a mudança no comportamento do consumidor, que tem buscado mais comodidade e opções online.
Para acompanhar o desempenho do varejo de vestuário e assim estabelecer estratégias assertivas para o seu negócio, acesse o site iemi.com.br. Ou entre em contato com um analista do IEMI para informações e obtenção de dados consolidados, focados no seu setor.
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