Por Eleni Kronka
Jornalista, pesquisadora e editora de conteúdo.
No Dia das Crianças, varejo de moda infantojuvenil e bebê deve atingir crescimento moderado em vendas, mas setor tem atuação consolidada, sendo um dos mais estáveis em vendas ao consumidor.
O varejo de moda infantil mantém trajetória de crescimento e deve movimentar importante cifra em outubro de 2025, segundo o Estudo do Mercado Potencial de Moda Infantil e Bebê 2025, do IEMI – Inteligência de Mercado.
Impulsionado pelo Dia das Crianças e pela necessidade de renovação do guarda-roupa, o setor se mostra estável mesmo diante de desafios econômicos. O segmento ganha ainda mais destaque com a realização da FIT 0/16 e da Pueri Expo, que acontecem de 26 a 28 de abril de 2026, no Expo Center Norte, em São Paulo, consolidando-se como os principais encontros de negócios da moda infantojuvenil e bebê na América Latina.
Crescimento sustentado pela tradição e pela necessidade
Com a chegada do Dia das Crianças, o varejo de moda infantil ganha destaque no mercado brasileiro. Segundo levantamento recém-lançado pelo IEMI, o segmento segue em expansão e deve atingir a marca de R$ 4,97 bilhões em outubro de 2025, equivalente a 6,7% crescimento em relação ao mesmo período do ano anterior. Em volume, o crescimento projetado é de 2,7%, alcançando 114,1 milhões de peças de vestuário infantil vendidas.
Distribuição regional e predominância do varejo especializado
De acordo com o levantamento do IEMI, o varejo especializado concentra a maior parte da distribuição da produção de moda infantil no Brasil, respondendo por 61% das vendas do setor. A região Sudeste lidera em representatividade, com 46% dos pontos de venda voltados para o público infantojuvenil. O estudo também revela que as roupas femininas correspondem a 43% dos artigos ofertados, evidenciando uma predominância desse segmento dentro do mercado de vestuário infantil.
O comportamento do consumidor como força motriz
De acordo com o consultor e diretor do IEMI, Marcelo Prado, o desempenho positivo do setor é resultado da combinação entre o consumo tradicional da data e a necessidade prática de renovar o guarda-roupa das crianças, que crescem rapidamente e perdem numeração com frequência. “As famílias brasileiras costumam priorizar a experiência da compra nesse período, e o vestuário infantil se insere nesse contexto como um presente que combina utilidade e simbolismo”, explica Prado.
Conheça os estudos IEMI para o mercado têxtil e confeccionista.
Estabilidade e potencial de expansão
Mesmo diante de um ambiente econômico desafiador, o segmento infantil se consolida como um dos mais estáveis dentro do varejo de moda. O comportamento resiliente das famílias e o apelo emocional da data ajudam a manter o fluxo de consumo, criando oportunidades consistentes de negócio para o setor.
Oportunidades que se multiplicam
O estudo do IEMI aponta que o mercado de moda infantil e bebê continua atraindo investidores e empreendedores, impulsionado por um público exigente e por um ciclo de reposição constante. Essa característica garante fôlego às marcas e lojistas que apostam em inovação, qualidade e diferenciação para conquistar espaço.
FIT 0/16 e Pueri Expo fortalecem o calendário do setor
A relevância do varejo de moda infantil será reforçada entre os dias 26 e 28 de abril de 2026, quando o Expo Center Norte, em São Paulo, receberá simultaneamente a FIT 0/16 – Feira Internacional do Setor Infantojuvenil e Bebê – e a Pueri Expo, organizadas pela Koelnmesse Brasil. Os eventos consolidam-se como os maiores encontros de negócios da América Latina dedicados ao universo infantil. A edição de 2026 reunirá fabricantes, importadores, distribuidores e startups em um ambiente voltado à inovação e à colaboração.
Participação crescente no mercado têxtil brasileiro
A moda infantil já representa cerca de 16% de todo o mercado têxtil nacional e cresce, em média, 6% ao ano. Paralelamente, outros segmentos ligados ao universo das crianças também se destacam: o setor de brinquedos registrou aumento de 36% nas vendas entre 2020 e 2024, enquanto a puericultura avançou mais de 29% na linha leve (vestuário, acessórios, brinquedos) e 30% na linha pesada (móveis, carrinhos etc.) entre 2017 e 2021.
Perspectivas promissoras para o futuro
Com público fiel, produtos de alta rotatividade e forte componente emocional nas compras, o setor infantil se confirma como um dos pilares do varejo de moda no Brasil. O estudo do IEMI e os eventos que movimentam o calendário de 2026 demonstram que o segmento segue cheio de energia, oportunidades e espaço para crescer ainda mais.
Dados ao alcance das empresas e profissionais
O IEMI – Inteligência de Mercado dispõe do mais abrangente e aprofundado conjunto de dados sobre o mercado brasileiro do têxtil e vestuário. Com metodologia própria, desenvolvida ao longo dos 40 anos de atuação, o instituto disponibiliza informações por meio do site iemi.com.br. Conheça mais detalhes sobre este e outros estudo conversando com um consultor.
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