Por Eleni Kronka
Jornalista, pesquisadora e editora de conteúdo.
O varejo de vestuário mantém modesta – mas constante – curva de crescimento na trajetória de 2025, marcada pelas tarifas no mercado norte-americano e pelo já sabido avanço dos importados comercializados pelas plataformas digitais.
Cada ano que se encerra revela os desafios enfrentados pela indústria e varejo durante a caminhada dos doze meses. O levantamento realizado pelo IEMI – Inteligência de Mercado traz informações que apontam o desempenho do mercado local como um todo, somado a novos elementos externos, mas com impacto local: as compras por e-commerce – cujas tarifas a que foram impostas pelo governo brasileiro são consideradas insuficientes – e barreira tarifária imposta pelo governo americano.
Estimativas do IEMI apontam crescimento
De acordo com o IEMI, o varejo de vestuário deve movimentar R$ 314,9 bilhões em 2025, em valores nominais, o que representa crescimento de 6,8% em relação a 2024. A previsão é de venda de 6,4 bilhões de peças ao longo do ano, avanço de 3,1%. Para o consultor e diretor do IEMI, Marcelo Prado, a diferença entre o crescimento do faturamento e do volume indica uma mudança no comportamento do consumidor.
Consumo mais planejado e foco em valor agregado
Segundo Marcelo Prado, esse descompasso entre volume e faturamento mostra que o consumidor tende a priorizar compras mais planejadas e produtos de maior valor agregado. “O cenário indica uma busca maior por qualidade, durabilidade e diferenciação, em vez de decisões impulsivas baseadas apenas em preço”, analisa o executivo.
Evolução recente do mercado de moda
O levantamento detalhado do IEMI mostra que o movimento do varejo de vestuário vem registrando crescimento moderado nos últimos três anos. Em 2023, o setor comercializou 6,007 bilhões de peças, movimentando R$ 278,8 bilhões. Já em 2024, houve avanço de 2,9% no volume, com vendas estimadas em 6,17 bilhões de peças, enquanto o faturamento cresceu 5,8%, alcançando R$ 294,8 bilhões.
Conheça os estudos IEMI para o mercado têxtil e confeccionista.
Estimativas para 2025 reforçam tendência positiva
No cômputo geral para 2025, a expectativa segue sendo de expansão tanto em volume quanto em faturamento. De acordo com Prado, o varejo de vestuário deve atingir a marca de 6,37 bilhões de peças comercializadas, um aumento de 3,1% frente ao ano anterior. Em valores nominais, a alta projetada é de 6,8%, levando o setor ao patamar de R$ 314,9 bilhões.
Quatro décadas de inteligência de mercado
Há quatro décadas, o IEMI desenvolve estudos detalhados sobre a indústria e o mercado brasileiro de têxteis e confecção, com metodologia própria. O instituto mantém o principal arquivo de dados do setor e oferece programas de coleta, análise e atualização de informações, apoiando empresas na tomada de decisões e na atuação estratégica diante dos desafios do mercado.
Saiba mais sobre os estudos realizados pelo IEMI, que além do setor Têxtil e de Vestuário, inclui também as áreas de calçados e móveis. Para isto, acesse iemi.com.br e a área para informações específicas sobre o têxtil e a confecção.
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