Por Eleni Kronka
Jornalista, pesquisadora e editora de conteúdo.
Os dados referentes a 2023 mostram que o consumo de vestuário, ainda em recuperação, cresceu perto de 1% em relação ao ano anterior. Resultado que reflete impacto ainda presente da pandemia, mas com empenho da indústria na busca da recuperação.
Levantamento realizado pelo IEMI – Inteligência de Mercado mostra que a produção dos segmentos de vestuário, meias e acessórios apresentou queda de 14,9% em 2023 quando comparada aos níveis de 2019. Neste período de cinco anos, com a pandemia da Covid 19 pelo meio, foi forte o impacto sobre volumes e valores da produção sobre todos os segmentos da indústria. Com o setor de vestuário em geral não poderia ter sido diferente.
Outro dado relevante sobre o setor é que, apesar da queda acima de 14% nos volumes de produção, o número de unidades produtoras ficou em 20,8 mil confecções de vestuário, meias e acessórios. Comparativamente a 2019, o ano de 2023 apresentou pequena baixa de 0,1% neste sentido.
O amplo estudo do IEMI mostra que em 2023, o volume de peças produzidas pela indústria nacional chegou a 5,1 bilhões, ou 1,7% a menos do que foi alcançado em 2022. O número de peças consumidas no período, considerando o consumo aparente (produção, somadas as importações e excluídas as exportações), foi de 6,3 bilhões, com aumento de 0,8%. O volume de peças importadas também cresceu, indo para 1,3 bilhão, o que significa 12% de aumento sobre 2022.
Empregabilidade
Conhecido pela utilização de mão de obra intensiva, o segmento de vestuário em geral hoje conta com 935,5 mil trabalhadores diretamente empregados. Deste total, 66,8% das vagas encontram-se nas micro e pequenas empresas. Mesmo assim, quanto ao número de empregos, no intervalo dos últimos cinco anos, o estudo do IEMI aponta redução de 14,9%.
Conheça os estudos IEMI para o mercado têxtil e de vestuário.
A mão de obra empregada pela indústria do vestuário e geral no Brasil está majoritariamente presente no Sudeste – onde se localizam 45,3% das fábricas, responsáveis por 43,1% dos empregos – e no Sul (30,8% das empresas e 32,7% dos empregos).
Ainda sob o aspecto dos empregos, São Paulo lidera o ranking, abarcando mais de um quinto dos indicadores, seguido por Santa Catarina e Minas Gerais. O estudo do IEMI aponta também a crescente participação do estado do Ceará, que hoje detém 8,3% das vagas de trabalho, sendo que as empresas cearenses hoje representam 5,7% da força produtiva em vestuário no país.
Para ter mais dados sobre o desempenho do setor no Brasil, acesse o Estudo sobre o Mercado Potencial de Vestuário, Meias e Acessórios no Brasil 2024 disponível também no site iemi.com.br/vestuario
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