Por Eleni Kronka
Jornalista, pesquisadora e editora de conteúdo.
Estudo do IEMI reúne indicadores da indústria moveleira brasileira e do mercado mundial, oferecendo subsídios para decisões estratégicas e identificação de oportunidades de negócios.
O lançamento do Relatório Brasil Móveis 2026, produzido pelo IEMI – Inteligência de Mercado, será um dos destaques do Congresso Nacional Moveleiro 2026, programado para os dias 4 e 5 de novembro, no Campus da Indústria do Sistema Fiep, em Curitiba (PR). O evento reunirá empresários, especialistas e lideranças para discutir tendências, inovação, design e oportunidades de mercado.
O diretor do IEMI, Marcelo Prado, está entre os palestrantes da programação, assim como Irineu Munhoz, presidente da Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário (Abimóvel). A participação dos dois reforça a importância de informações de mercado e de uma articulação setorial voltada à competitividade da indústria moveleira brasileira.
Estudo amplia visão do mercado
Em sua 21ª edição, o Relatório Brasil Móveis reúne dados obtidos por meio de consultas diretas a milhares de fabricantes de móveis e colchões, de diferentes portes e regiões. Segundo Marcelo Prado, a publicação oferece indicadores por porte empresarial e linha de produto, além de séries históricas que ajudam a identificar tendências e orientar decisões. “Dados precisos e relevantes” são fundamentais para avaliar o cenário e explorar novas oportunidades, destaca o dirigente.
Mercado mundial cresce 2,3%
O levantamento estima que a produção mundial de móveis alcançou US$ 474,3 bilhões em 2025, alta de 2,3% em relação ao ano anterior. A Ásia respondeu por 62,3% do total produzido, enquanto a China, isoladamente, concentrou 44,2%, consolidando sua posição como principal potência produtora e fornecedora global. Estados Unidos e China figuraram entre os principais mercados consumidores.
Relevância para a economia brasileira
No Brasil, a indústria moveleira produziu aproximadamente R$ 97 bilhões em 2025, equivalentes a 3,1% da receita líquida total da indústria de transformação. Os números dimensionam a contribuição econômica do segmento e ajudam a contextualizar os desafios de produtividade, competitividade e expansão dos negócios.
Conheça os estudos IEMI para o mercado de móveis e colchões.
Concentração regional e perfil produtivo
As regiões Sul e Sudeste concentram 77,1% das empresas moveleiras do país, enquanto o Nordeste aparece em terceiro lugar, com 12,6%. Em relação aos produtos, 86,4% das unidades industriais fabricam móveis de madeira; 7,6%, móveis de metal; 3,5%, outros tipos de móveis; e 2,4%, colchões.
Competitividade exige articulação
Para Irineu Munhoz, o setor enfrenta três desafios centrais: os efeitos dos juros elevados e do crédito restrito sobre o consumo interno; as barreiras comerciais e as tensões geopolíticas; e a necessidade de diversificar mercados de exportação. Ao avaliar o cenário, o presidente da Abimóvel defende “diplomacia, negociação e coordenação entre governo, entidades representativas e setor produtivo” para preservar mercados, reduzir obstáculos comerciais e ampliar oportunidades internacionais.
Transforme informação em estratégia
Líderes do setor moveleiro podem contar com o Relatório Brasil Móveis 2026 para avaliar a competitividade de suas empresas e identificar oportunidades de crescimento. Além de dados e indicadores, o estudo oferece ferramentas acessíveis para responder a questões essenciais, tais como: qual é sua participação real no mercado? Em que sua empresa se diferencia dos concorrentes? Onde estão as oportunidades de expansão? Quais atributos são mais valorizados pelos clientes e como sua marca é percebida? Ali, a pesquisa de Market Share e Análise da Concorrência IEMI mapeia e avalia seu mercado, identificando sua participação comparativamente à de seus principais concorrentes.
Conheça o Relatório Brasil Móveis 2026 e transforme dados em decisões estratégicas para impulsionar seus negócios.
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