Varejo de móveis avança impulsionado pela classe média

Varejo de móveis avança impulsionado pela classe média

Por Eleni Kronka

Jornalista, pesquisadora e editora de conteúdo.

Estudo do IEMI aponta crescimento de 9,4% no varejo de móveis em 2025 e mostra evolução moderada do varejo especializado desde 2021.

O varejo de móveis no Brasil mantém uma trajetória de crescimento moderado, mas consistente, especialmente entre os consumidores das classes A, B e C. É o que mostra estudo Melhores Marcas para se Vender no Varejo Multimarcas de Móveis, lançado pelo IEMI – Inteligência de Mercado. A pesquisa, realizada para identificar as marcas mais relevantes no varejo moveleiro multimarcas, reúne a percepção de lojistas sobre seus fornecedores e marcas e apresenta um panorama do mercado nacional.

Segundo o diretor do IEMI, Marcelo Prado, o levantamento busca compreender a relação entre os lojistas e as empresas fornecedoras. “A partir daí, foi construído o ranking que mostra os nomes que realmente geram valor para o varejo moveleiro multimarcas”, explica.

Consumo chega a R$ 118,3 bilhões

Para elaborar o estudo, o IEMI ouviu lojistas de 376 lojas multimarcas das cinco regiões do país. O levantamento também considera dados do mercado nacional, que tem 213,4 milhões de habitantes e registra consumo per capita anual de R$ 652 em móveis.

“De acordo com a série histórica, o consumo nesse setor, considerando as classes A, B e C, atingiu a marca de R$ 118,3 bilhões em 2025, o que corresponde a um aumento de 9,4% em relação ao ano anterior”, afirma Prado.

Mais peças comercializadas

O avanço também aparece no volume de produtos vendidos. De acordo com o levantamento, a procura por móveis pelo consumidor final “resultou em um incremento de 6% nas vendas, que no ano passado atingiram a marca de 389,3 milhões de peças comercializadas”, revela o diretor do IEMI.

O número de pontos de venda especializados em móveis e colchões também cresceu, embora de forma mais discreta. Foram registrados 35,9 mil PDVs em todo o país, alta de 0,3% no período.

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Importados têm participação de 5,5%

Apesar da presença de produtos estrangeiros, o mercado brasileiro mantém forte participação da produção nacional. Em 2025, os artigos importados representaram 5,5% do volume total de móveis e colchões comercializados no país, segundo o estudo do IEMI.

Evolução desde a pandemia

A pesquisa mostra ainda que o varejo de móveis vem apresentando evolução moderada e contínua desde 2021, período marcado pelos efeitos da pandemia de Covid-19. Desde então, o número de PDVs especializados em móveis em geral chegou a 35,9 mil pontos de venda, sendo 32 mil de lojas multimarcas.

Para saber mais sobre o desempenho das marcas que fazem a diferença no setor moveleiros e os dados que compõem o panorama de cada segmento, acesse o estudo Melhores Marcas para se Vender no Varejo Multimarcas de Móveis, ou o site do IEMI – Inteligência de Mercado. Fale também com a equipe de consultores.

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