Por Eleni Kronka
Jornalista, pesquisadora e editora de conteúdo.
Dados estratégicos necessários para abarcar a dinâmica dos mercados de moda e decoração fluíram livremente na arena idealizada pelo IEMI durante a Febratex.
O IEMI – Inteligência de Mercado realizou, em 20 de agosto, durante a Febratex 2026, em Blumenau (SC), mais uma edição do IEMI Experience. O encontro reuniu profissionais da indústria, varejo, marcas e especialistas para analisar as transformações em curso nos mercados brasileiros de moda e decoração, com foco nas dimensões dos setores, tendências de consumo e oportunidades para as empresas.
À frente das apresentações, o diretor do IEMI, Marcelo Prado, trouxe dados e análises sobre a evolução desses mercados e as mudanças no comportamento dos consumidores. Segundo ele, compreender esses movimentos é fundamental para que empresas possam definir estratégias mais assertivas, ampliar sua competitividade e identificar novas possibilidades de crescimento.
O consumidor em transformação
Mudanças nos hábitos e nas expectativas dos consumidores, bem como impacto sobre os negócios foram temas em questão. “O cenário exige das empresas maior capacidade de adaptação, especialmente diante de um mercado dinâmico e de diferenças regionais que podem abrir espaço para novas estratégias de expansão”, alerta Prado.
Nesse contexto, o canal multimarcas ganhou destaque nas discussões. Para o IEMI, o modelo de distribuição representa oportunidade para ampliar a presença das marcas em diferentes regiões do país, ao mesmo tempo que contribui para a geração de valor em toda a cadeia e para o fortalecimento de empresas nacionais.
Consumo concentra-se nas faixas A/B
A série histórica apresentada pelo IEMI, que compara o comportamento do consumo entre 2021, período marcado pela pandemia, e 2025, revela avanço da participação dos públicos de maior poder de compra nos mercados de Têxteis para o Lar e Vestuário. Segundo Marcelo Prado, nos artigos para o lar, o público A/B passou de 50,5% do consumo em 2021 para 51,7% em 2025, enquanto as classes C/D/E recuaram de 49,5% para 48,3% no período. No Vestuário, o movimento também foi de crescimento da participação das faixas A/B, que avançaram de 51,3% para 52,3% do consumo entre 2021 e 2025, sinalizando uma concentração ligeiramente maior do mercado nesses segmentos de maior poder de compra.
Conheça os estudos IEMI para o mercado têxtil e confeccionista.
Marcas sob a perspectiva do lojista
Durante o encontro, Prado também apresentou informações levantadas pelo IEMI para o Estudo Melhores Marcas para se Vender no Varejo Multimarcas. A pesquisa busca identificar, a partir da percepção de lojistas que trabalham com vestuário direcionado aos públicos A e B, quais marcas são consideradas mais relevantes e capazes de gerar valor para o varejo.
“O encontro com empresários da Febratex durante o IEMI Experience foi uma oportunidade para tratar de negócios tanto pelo aspecto da produção quanto da distribuição e do varejo. Por isso levamos aos participantes dados da máxima relevância que o IEMI – Inteligência de Mercado obteve com exclusividade para o estudo”, afirma Marcelo Prado.
Networking e novas conexões
Além da apresentação de dados, o IEMI Experience criou espaço para networking, troca de experiências e debates entre empresários, executivos, varejistas e demais profissionais. A proposta foi aproximar diferentes elos do mercado e estimular uma visão mais ampla sobre os desafios e as oportunidades que se desenham para os setores de moda e decoração.
Outros dados e informações sobre o evento estão disponíveis na página sobre o IEMI Experience, assim como também é possível acessar dados complementares sobre o Estudo Melhores Marcas para se Vender no Varejo Multimarcas.
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