Por Eleni Kronka
Jornalista, pesquisadora e editora de conteúdo.
Marcelo Prado traz dados inéditos sobre digitalização, produtividade e sustentabilidade na indústria da confecção brasileira, destacando a integração tecnológica entre confecção e varejo de moda.
O consultor Marcelo Prado, diretor do IEMI – Inteligência de Mercado, conduz uma das Sessões Especiais do Congresso Internacional Abit 2025, que ocorre nos dias 29 e 30 de outubro, na sede da Fiesp, em São Paulo. Sob o tema “Indústria do Vestuário no Brasil: Cenários da Inclusão Digital, Produtividade e Sustentabilidade”, Prado apresenta estudo inédito sobre o segmento da Confecção, dando enfoque à relação das empresas do setor com o Varejo de Moda.
Parceria técnica e institucional
O levantamento foi elaborado pelo IEMI, com patrocínio do Senai Cetiqt e apoio da Abit, reunindo a inteligência das três instituições. O estudo ouviu as empresas de confecção mais estruturadas do país, especialmente aquelas certificadas pela Abvtex e fornecedoras das grandes redes varejistas, algumas também com marcas próprias. O tema da produtividade é o foco da apresentação, em consonância com o eixo central do evento.
Panorama da indústria e amostra representativa
O estudo se baseia em uma amostra probabilística das maiores e mais estruturadas empresas de confecção do Brasil, atuantes em diferentes canais de venda — das grandes redes ao varejo multimarcas. “O objetivo é retratar o cenário atual do setor, analisando níveis de digitalização, produtividade e integração tecnológica dentro das fábricas e em sua conexão com o varejo”, observa Marcelo Prado.
Tecnologia, automação e inclusão digital
Entre os temas investigados estão o uso da tecnologia digital na gestão da produção, automação industrial, investimentos em inovação, inteligência artificial, IoT (internet das coisas) e inteligência de negócios. O levantamento também mapeia o grau de conectividade entre as etapas produtivas, o orçamento destinado à digitalização e as ações voltadas à inclusão digital para ganhos de produtividade.
Capacitação e apoio das grandes redes
O estudo aborda ainda a capacitação dos colaboradores para operar novas tecnologias e softwares, destacando a mudança no perfil profissional do setor. Outro dos pontos investigados é se há incentivo e apoio técnico de grandes clientes varejistas às confecções fornecedoras — seja em treinamento, consultoria ou investimento em automação — “sempre visando à maior eficiência e integração produtiva”, pondera o executivo do IEMI.
Integração entre indústria e varejo
Segundo os resultados preliminares, a integração tecnológica entre indústria e cliente é determinante para o avanço da produtividade. A pesquisa aponta, segundo Prado, que empresas automatizadas e digitalizadas, “ao alinhar seus processos aos das redes varejistas”, podem obter ganhos significativos de eficiência e previsibilidade de demanda, além de melhorar o fluxo produtivo e a gestão de estoques.
Conheça os estudos IEMI para o mercado de têxtil e confeccionista.
Olhar para o exterior e novos mercados
O levantamento também mostra que parte das confecções médias e grandes já está de olho no varejo internacional, especialmente em mercados do Mercosul. Empresas mais estruturadas, conforme assinala o consultor, “demonstram preparo ou intenção de expandir suas exportações”, reflexo da modernização e profissionalização impulsionadas pela digitalização.
Sustentabilidade e práticas ESG
Encerrando o estudo, o IEMI apresenta um diagnóstico sobre as práticas de sustentabilidade e ESG no segmento da confecção. As empresas relataram ações de redução de consumo de energia, uso de matérias-primas certificadas, programas de circularidade e rastreabilidade, além de iniciativas de “educação do consumidor” sobre moda sustentável. O levantamento indica avanço consistente na adoção de práticas ambientais e sociais, com muitas confecções já certificadas pela Abvtex ou por outras entidades.
Retrato atual da confecção brasileira
Com 300 empresas entrevistadas, a pesquisa foi iniciada no começo de 2025 e se consolidou com o alinhamento ao tema central do Congresso Internacional Abit 2025. O estudo traz o panorama atual da indústria da confecção brasileira, revelando seus desafios, avanços e oportunidades em cenário de transformação digital, produtividade e sustentabilidade.
Brasil Têxtil 2025 – Especial 25 anos
Durante o Congresso Internacional Abit 2025 também será lançado o Relatório Setorial Brasil Têxtil 2025, que chega à sua 25ª edição como a principal referência macroeconômica da indústria têxtil brasileira. Reconhecido por sua abrangência e profundidade, o relatório apresenta uma análise completa do desempenho do setor no Brasil entre os anos de 2020 e 2024. O Brasil Têxtil 2025 é uma publicação anual desenvolvida pelo IEMI – Inteligência de Mercado. A iniciativa conta com o apoio institucional da Abit – Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção e do Senai CETIQT – Centro de Tecnologia da Indústria Química e Têxtil.
Para saber mais saber mais sobre o desempenho do segmento da Confecção, acesse os estudos do IEMI disponíveis em iemi.com.br
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