Por Eleni Kronka
Jornalista, pesquisadora e editora de conteúdo.
Após os impactos profundos no varejo em 2020, o varejo de vestuário brasileiro mostra sinais consistentes de retomada. Com base em estudo este panorama revela os desafios enfrentados, os avanços conquistados e as projeções para o futuro, considerando tanto o varejo físico quanto o digital.
Varejo como termômetro do setor
O varejo é, sem dúvida, importante termômetro para avaliar o desempenho de um segmento de mercado. E para acompanhar a temperatura do Varejo do Vestuário, o IEMI – Inteligência de Mercado traz o Estudo dos Canais do Varejo de Vestuário 2025, que abarca os últimos cinco anos, marcados por instabilidades e pela pandemia. O levantamento contempla tanto o varejo físico quanto as vendas por meio de plataformas digitais. O time de analistas do IEMI também elabora projeções regularem para 2025.
Queda em 2020, recuperação gradual
Em 2020, o varejo de vestuário no Brasil registrou o pior desempenho em 12 anos, fortemente impactado pela pandemia. As vendas caíram mais de 14% em volume de peças, e o faturamento teve uma retração de quase 16% em valores nominais (R$), na comparação com 2019.
A recuperação começou em 2021, com um crescimento de 11% no número de peças vendidas e quase 19% na receita. A partir daí, mesmo que de forma gradual, o mercado passou a se aproximar dos níveis pré-pandemia.
Nos anos seguintes, o varejo de vestuário continuou sua trajetória de recuperação, impulsionado pela reabertura gradual do comércio, mudanças no comportamento do consumidor e avanços na digitalização das vendas.
Embora o ritmo tenha sido moderado, o setor mostrou resiliência, com adaptações nos modelos de negócio, maior integração entre canais físicos e digitais, e uma busca por eficiência operacional. Esses movimentos ajudaram o mercado a se estabilizar e a reconquistar parte do dinamismo perdido durante o período mais crítico da crise sanitária.
2024 ainda abaixo do pré-pandemia
Segundo o estudo do IEMI, em 2024 o varejo de vestuário brasileiro ainda não havia retomado completamente os níveis de volume registrados antes da
Conheça os estudos IEMI para o mercado têxtil e confeccionista.
pandemia. Foram comercializadas cerca de 6,2 bilhões de peças — um crescimento de 3% em relação a 2023 — e o faturamento atingiu quase R$ 295 bilhões, representando uma alta de quase 6% sobre o ano anterior. Apesar dos avanços, o setor segue em processo de recuperação, com desafios para reconquistar o ritmo de consumo pré-crise.
Projeções para 2025 indicam avanço sólido
Como faz tradicionalmente, o IEMI também apresentou estimativas para o desempenho do varejo em 2025. Com base na análise dos últimos anos, o time de analistas projeta um crescimento de 4,10% no número de peças vendidas. Em termos de faturamento, a projeção é ainda mais otimista: avanço de 8,10% sobre o ano de 2024.
Para aprofundar-se nestes e em outros dados relevantes sobre o comportamento do Varejo de Vestuário, acesse o Estudo dos Canais do Varejo de Vestuário 2025 ou o site iemi.com.br. Se preferir, fale com o time de analistas do IEMI.
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