Por Eleni Kronka
Jornalista, pesquisadora e editora de conteúdo.
A produção brasileira da indústria de moda praia foi revertendo os registros de queda dos últimos três anos para a busca da estabilidade dos números do setor.
Os números do mercado de moda praia no Brasil são tão amplos e atraentes quanto a extensão do nosso litoral. De dimensões continentais, o Brasil tem clima privilegiado em praticamente todas as regiões. O que muda são as características culturais e de estilo. Isto faz com que as coleções se apresentem ora com mais cores, estampas e recortes de modelagem, ora com tonalidades mais neutras, em tecidos que vão dos lisos às padronagens mais contemporâneas.
Podem mudar também os canais de distribuição – da loja física para o e-commerce. Sempre haverá, porém, a preocupação dos consumidores em ter uma peça nova para um início de temporada de calor.
O Estudo Mercado Potencial de Moda Praia e Esportiva/Fitness 2023, do IEMI, que acaba de ser lançado, traz dados sobre a performance recente do setor. Setor, que como os demais, sofreu com o impacto da pandemia, mas tem encontrado o caminho de equilíbrio.
Perfil do mercado em números
A indústria de moda praia no levantamento do IEMI atesta que o Brasil possui 973 indústrias no setor que empregam mais de 43,1 mil pessoas, que trabalham na produção de 215,1 milhões de peças ao ano.
O faturamento em 2022 registrado pela indústria ultrapassou a casa dos R$ 7 bilhões. As importações do período foram de US$ 18,0 milhões. Já as exportações atingiram um total de US$ 14,5 milhões no ano passado.
Quanto ao consumo aparente – isto é, números de produção nacional somados às importações, mas excluindo as exportações –, o estudo mostra que chegou a 221,1 milhões de peças. Embora este seja um registro de queda de 6,0% em relação a 2021, a estimativa é de retomada a partir de 2023.
Conheça os estudos IEMI para o mercado de vestuário.
Os especialistas do IEMI atribuem a queda do consumo aparente à redução da produção local e das importações em 2022, além das exportações que cresceram 25% no período. Mas também falam em retomada deste segmento, que deve seguir em direção à estabilidade.
Já em termos de valores, o consumo aparente de moda praia pelos brasileiros, em 2022, chegou a US$ 7,1 bilhão, 2,6% superior ao ano anterior.
Canais de distribuição da produção nacional
O estudo do IEMI faz um registro dos canais de distribuição da produção de moda praia computando os últimos cinco anos.
O varejo especializado, que hoje contribui com 70,8% da distribuição dos artigos deste segmento, em 2018, respondeu por uma fatia equivalente a 70,4%. Esta participação subiu para mais de 72% no ano seguinte. Em 2020 manteve a participação em 72%, para uma leve queda em 2021, quando chegou a 71,6% e em 2022 caiu novamente para 70,8%
Já o comércio atacadista, que revende seus estoques para as pequenas multimarcas, quando somado ao varejo não especializado, responde por 9,8% do volume comercializado na moda praia.
O e-commerce como canal de distribuição da produção nacional vem em linha ascendente, representando 1,0% do escoamento das peças de moda praia em 2018, mantendo-se em 1,2% em 2019/20, para uma tendência de alta em 2021 (1,6%) e 2022 (1,9%).
Para saber obter mais dados sobre o mercado de moda praia no Brasil acesse o Estudo Mercado Potencial de Moda Praia e Esportiva/Fitness 2023 e o site do iemi.com.br/vestuário.
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