Por Eleni Kronka
Jornalista, pesquisadora e editora de conteúdo.
Os números do mercado brasileiro levantados pelo IEMI mostram que o segmento da moda esportiva, embora com queda na produção, aumentou a sua participação na produção do vestuário em geral e tende a crescer em 2023.
A moda esportiva é, sem dúvida, o segmento que mais se expandiu nos últimos anos no mercado de vestuário. Revisitando esta trajetória, que tem pouco mais uma década, é possível ver que tudo aquilo que gira em torno do universo esportivo foi alavancado.
Com isto, as academias se multiplicaram, bem como a procura pelo personal trainer. Mas não só! A verdadeira revolução começou antes, e pelas fibras com alta tecnologia capaz de garantir a boa performance de atletas e dos iniciantes.
Formando parte importante deste conjunto, a engenharia da roupa também passou a ser elaborada a partir dos princípios do alto rendimento do esportista. Mas, atuando nos bastidores deste movimento, as grandes marcas – Nike, Adidas, Puma, Mizuno, entre outras – assumiram com muito investimento a virada de chave do setor.
Na ponta, o varejo correspondeu ao desafio. Levando a mudança em forma de interatividade com o consumidor. E assim, os novos projetos de ponto de venda geraram impacto em todo o varejo de moda.
Conheça os estudos IEMI para o mercado de vestuário.
O Brasil e a moda esportiva hoje
Se o mercado nacional viveu período de crescimento – de produção e consumo – até o início da pandemia, a partir deste momento crítico o cenário mudou.
Em 2019, o volume fabricado no segmento esportivo pela confecção brasileira ultrapassou as 700 milhões de peças, segundo dados do Estudo do Mercado Potencial de Vestuário, Meias e Acessórios 2023, do IEMI – Inteligência de Mercado. Porém, 2020 assistiu a uma queda de 13% no número de unidades fabricadas.
Contudo, a reação veio em seguida, em 2021, com uma alta de 9,8%, fazendo a produção subir mais de 60 milhões de peças. O número representa uma fatia de mais de 12% do volume fabricado por toda a indústria de vestuário, que chegou a quase 5,5 bilhões de peças no mesmo ano.
Comparando-se os dois momentos – de queda e ascensão –, nota-se que o distanciamento social foi um dos fatores responsáveis pela quebra do ritmo da produção. Mas também por este motivo, o trabalho em home office passou a exigir de cada um conforto associado à boa aparência. Não é à toa que marcas de moda praia e moda íntima, bem como as grandes do varejo, introduziram o athleisure no mix de produtos.
Em 2022, o volume de produção apresentou sensível queda de 5,6% e na verdade, este percentual negativo acompanha o registrado pelo vestuário em geral (5,8%), resultando numa produção aproximada de 5,1 bilhões de peças. Neste mesmo ano a participação na produção do vestuário esportivo cresceu um ponto percentual, chegando a 13%.
Estimativas de crescimento
Ao mesmo tempo em que há incertezas no cenário atual – não só no Brasil, mas no mundo –, a indústria trabalha com estimativa preliminares otimista para o exercício de 2023. O IEMI aponta que o ano deve fechar com crescimento de 6,8% para a produção de vestuário em geral, com uma produção aproximada de 5,5 bilhões de peças.
Para mais informações sobre o segmento de moda masculina, acesse o Estudo do Mercado Potencial de Vestuário, Meias e Acessórios 2023, bem como o site do IEMI (iemi.com.br/vestuário)
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